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COMO CALCULAR UM SALÁRIO EM UMA CONTRATAÇÃO?

Abril 23, 2018 - @medicon

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Está pensando em expandir o seu negócio? Então esse é o momento oportuno para contratar novos funcionários. Já que com o negócio prosperando em níveis satisfatórios gera uma demanda maior. Mas como calcular o salário numa contratação?

Sair contratando funcionários sem fazer os cálculos para saber qual o custo que isso vai representar pode colocar a empresa em uma situação delicada. Muitos empreendedores não sabem ao certo quais os custos que uma nova contratação pode gerar para a sua empresa e, portanto, não sabem também como calcular o valor de um salário justo.

Se não houver controle e planejamento, a folha de pagamento pode colocar em risco os negócios. Você deve elaborar uma análise certeira do momento atual da empresa antes de efetivar qualquer contratação de novos colaboradores. É necessário se certificar de que a sua empresa é sustentável e tem capacidade de pagar todas as pessoas que você deseja contratar.

No artigo de hoje, você entenderá quais encargos entram na folha de pagamento de um novo funcionário, como os valores devem ser divididos na hora de fazer o cálculo de seu salário. Acompanhe agora!

Uma empresa possui uma série de obrigações com relação aos colaboradores. Elas vão muito além do valor do salário bruto. Os custos básicos para a contratação e manutenção de um funcionário envolvem vários itens a serem considerados. 

No fim das contas, o valor recebido pelo empregado é menor, devido aos descontos de encargos e contribuições do Imposto de Renda e INSS. Portanto, é essencial que o trabalhador saiba o valor exato que vai receber pelo trabalho ao fim de todo mês. 

 

Entendendo Obrigações e Custos em Uma Nova Contratação

Os custos envolvidos em uma contratação podem ser até três vezes mais altos do que o próprio salário que você paga ao funcionário por causa de uma série de encargos exigidos pela legislação que visa proteger o trabalhador. Os principais encargos inclusos na folha de pagamento, são:

 

  • Salário Mensal;
  • Férias (1/3 constitucional);
  • 13º salário;
  • Plano de saúde (pode ser pago individualmente ou plano familiar, dependendo do que for negociado com a administradora. Uma parte é descontada do salário do funcionário);
  • Transporte;
  • Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS);
  • Instituto Nacional do Seguro Nacional (INSS);
  • Faltas ou afastamentos por força maior;
  • Ajustes salariais conforme a atualização anual;
  • Seguro de vida;
  • Horas extras (incorporadas ao holerite e 13º);
  • Eventuais alterações ou quebras de contrato.

 

Muitos empreendedores optam por contratar um estagiário para fugir de todos esses custos. Mas, pela Legislação, após dois anos de contratação é preciso tomar uma medida definitiva: efetivar ou demitir o estagiário de uma vez.

 

Qual o Custo de Uma Nova Contratação para a Empresa?

Pelo que você pode perceber, calcular quanto custa um funcionário para a empresa é mais complexo do que simplesmente somar o seu salário bruto. Não se esqueça de que de acordo com o previsto pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), o trabalhador tem direito a alguns benefícios básicos. Entre eles, estão as férias remuneradas, o 13º salário, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), além do vale-transporte, por exemplo.

Os valores desses itens obrigatórios também devem, necessariamente, fazer parte da conta do custo de um colaborador. E não somente eles, pois há também outros benefícios que a organização pode oferecer: plano de saúde, vale-refeição, auxílio alimentação e etc.

Além desses valores, precisam ser somados também os encargos como Imposto Nacional do Seguro Social (INSS) e outros que podem supostamente estar definidos no acordo coletivo de trabalho de uma determinada categoria. 

E cada caso é um caso. Existem variações de acordo com o enquadramento da empresa e outras especificidades. Uma empresa que tributa pelo Simples Nacional, por exemplo, não paga o mesmo que outras optantes pelos regimes do Lucro Presumido ou Lucro Real.

 

Custos de Uma Nova Contratação em Uma Empresa do Simples Nacional

As empresas registradas no Simples Nacional fazem parte do regime tributário simplificado para pequenas empresas. Por isso, elas não pagam encargos referentes ao INSS patronal, salário, educação, Seguro Acidente do Trabalho (SAT) e contribuições ao Senai, Sesi, Sebrae ou Incra. Os custos básicos para o empregador serão os seguintes:

 

  • 1/3 sobre férias 
  • FGTS mensal – 8%
  • FGTS/Provisão de Multa Rescisão – 4%
  • Valor anual do 13º Salário – 8,33%
  • Valor anual de Férias – 11%
  • Vale-refeição – R$ 10,00 por dia (R$ 220,00 mensal / R$ 2.640,00 anual)
  • Vale-transporte – R$ 6,00 por dia (R$ 132,00 mensal / R$ 1.584,00 anual)
  • Provisão Mensal = Férias + 1/3 sobre férias + 13º + 8% de FGTS anual

 

Isso significa que praticamente 40% do dinheiro gasto pela empresa para custear um colaborador não irá para o seu salário.

Por fim, é importante notar que nessa simulação estão contabilizados alguns encargos variáveis, como o vale-transporte, o auxílio-alimentação e o plano de saúde. Mas cada empresa pratica valor diferente para os mesmos. Ou seja, esses valores também devem ser incluídos no cálculo – o que significa que o custo de um funcionário para a empresa é muito mais alto do que o seu salário bruto.

 

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